| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Charadriiformes |
| Subordem: | Lari |
| Família: | Laridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Larinae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | C. cirrocephalus |
A gaivota-de-cabeça-cinza é uma ave charadriiforme da família Laridae.
Tradicionalmente incluída no gênero Larus, estudos moleculares mais recentes indicam que a espécie é melhor incluída no gênero atual. Há duas subespécies bem disjuntas:
C. c. cirrocephalus (América do Sul) e C. c. poicephalus (África, Madagascar).
Seu nome científico significa: do (grego) khroizö = colorida; e de -kephalos, kephalë = com a cabeça, cabeça; e do (latim) cirrhus = cinza; e -kephalos, kephalë = com a cabeça, cabeça. (Ave) com a cabeça colorida de cinza.
Mede de 38 a 44 centímetros de comprimento.
O jovem apresenta íris escura e plumagem diferente do adulto, com tons marrons e partes cinzentas apenas esboçadas. A espécie possui mudança em sua plumagem de acordo com seu período reprodutivo. Adultos em plumagem reprodutiva apresentarão a cabeça cinza, enquanto que adultos em plumagem de descanso reprodutivo apresentarão uma mancha cinza claro na região da “orelha”. O adulto é semelhante à gaivota-maria-velha (Chroicocephalus maculipennis), sendo diferenciado principalmente pela cabeça cinza ao invés de marrom escuro e pela íris amarela que no adulto de (Chroicocephalus maculipennis) é de coloração escura.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(Piacentini et al. 2015; Gill & Wright, 2017; Clements checklist, 2016).
Alimentam-se principalmente de peixes, moluscos, crustáceos e outras criaturas de águas rasas. Pode mergulhar para capturar as presas. Curiosamente, também capturam insetos em voo, como cupins-alados. A maior parte da dieta, no entanto, vem de restos de peixes mortos naturalmente ou em locais de operações de pesca comercial podendo também explorar o lixo e outros restos, característica que a torna uma espécie saprófaga.
Hábitos pouco estudados na América do Sul. Na África pode nidificar em colônias, com os ninhos a poucos metros uns dos outros. Faz o ninho no solo, em moitas de vegetação ou em vegetação flutuante. Põe em média 2 a 4 ovos.
Frequenta o litoral de regiões tropicais e subtropicais, ilhas oceânicas, estuários e também águas interiores, rios e lagos. Mais comum próximo a portos e comunidades de pescadores. Na maior parte são aparentemente residentes, embora possam se dispersar localmente ou até por grandes distâncias, com muitas aves do interior indo para o litoral, especialmente na época de reprodução.
Espécie de distribuição esparsa no interior e na orla marítima de quase todo o Brasil. É mais comum no litoral. A subespécie poiocephalus ocorre em boa parte do continente Africano e Madagascar
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: